sábado, 31 de dezembro de 2011

Está quase a chegar o Novo Ano!

Está quase a chegar ao fim esta última noite de 2011. Acabei por não conseguir passar a passagem de ano com amigos, pois pequenos incidentes alteraram os planos todos, e em vez de todos juntos, vai cada um para o seu lado. Mas sozinha não vou passar, apesar de ficar por casa. A família mais chegada vai cá estar, pelo que andei ali pela cozinha durante a tarde a preparar umas gulodices.
Agora, a mesa já está pronta e eu já me fui arranjar, para entrar no novo ano com o glamour que lhe é devido. Dizem que dá sorte a roupa interior azul. Nunca fiando, este ano decidi apostar na interior e na exterior. Se dá mais sorte assim, não sei, mas não custa tentar para ver o resultado. Agora, é esperar pela meia-noite. Depois de jantar estou a pensar ver um filme romântico, para ver se entro no Novo Ano com o optimismo que é devido nessa categoria.
A ver se não me esqueço das 12 passas, dos 12 desejos e da nota para trazer dinheiro (será que trás mesmo??). Devia de ter arranjado uma de quinhentos para trazer bastante. A de cinco euros do ano passado não foi suficiente... Enfim. Não contem é comigo para subir para cima da cadeira, que com os saltos que tenho calçados o mais provável era ir parar ao chão de um modo não muito agradável.
Agora é pedir, com muita força, MUITO AMOR, MUITA SAÚDE e o EUROMILHÕES na minha conta bancária em 2012! Feliz Réveillon a todos!

Penúltima noite de 2011!

Ontem realizou-se mais um jantar de miúdas giras, desta vez em casa da M. Ela estava preocupada de que os cozinhados dela não saíssem bem, mas no fim estava tudo muito bom. E, depois de muita conversa, acabámos a noite (uma vez que faltava uma qualquer peça do "move") a cantar Singstar - a menina aqui fez uma triste figura a cantar Sex Bomb e Killer Queen, mas felizmente não parti nenhum vidro com a minha adorável voz, eheheh - e a jogar Buzz - vai uma luta de tartes?, hihihi!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Saldos!

Será que o país enlouqueceu com os saldos? Cheguei ao shopping e foi complicado encontrar um lugar de estacionamento vazio. Chego às lojas e vejo filas de metros e metros tanto para os provadores como para pagar. Solução: Dar meia volta e sair da loja. A paciência para as filas, hoje, era nenhuma.


P.s. - Não, não fui ao shopping pelos saldos. Foram apenas dois motivos que me levaram lá. Comprar dois presentes de Natal que me faltam e a lingerie azul, como manda a tradição, para o Ano Novo. Os presentes decidi comprar noutro dia, até porque não há pressa para entregá-los. Quanto à lingerie... foi sorte não haver fila na Oysho que ficou já despachada (e não sei se sou eu que sou esquisita mas achei a colecção da Tezenis muito fraquita esta estação).

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

E assim passou-se o Natal!

O meu Natal este ano foi muito engraçado. Como de costume fui passá-lo a casa do meu irmão com toda a família mais chegada. E se há algo que eu adoro é ver a mesa comprida cheia de gente e o convívio familiar. A minha sobrinha mais nova e o meu pai, ficaram como de costume às cabeceiras da mesa. A pequena acha isso muito divertido, porque, para além de ser ela a decidir quem fica onde, são o mais velho e a mais nova da família a ficarem nesses lugares. O jantar, para não variar, foi bacalhau cozido com couves. Talvez por não ter sido habituada desde pequena a comer isto no Natal, acaba por ser a parte de que eu gosto menos. Adoro carninha. Borrego no forno, perú recheado, agora peixe... nahhh! No final da refeição, a sobrinha pequena cedeu à paranóia com que anda nos últimos dias (meteu na cabeça que está gorda e já tive uma conversa bem séria com ela sobre isso e felizmente fez algum efeito) e provou um bocadinho de todas as sobremesas seguindo o exemplo aqui da “titia”: um bocadinho de ananás, um bocadinho de mousse de manga, um bocadinho de mousse de chocolate e um bocadinho de molotof. Há que verificar se todos os doces estão deliciosos. Eheh! O mais lindo foi ver o meu pai completamente deliciado com o molotof. É o doce preferido dele. Não conheço ninguém que adore tanto aquele doce como ele. Enquanto esperávamos pelo café, as pequenas já pedinchavam por alguns presentes. “Só um, por favor!” Aqui a menina começa a ceder e: “Está bem! Só um e deixam-me tomar o café sossegada.” E assim foi: sai o primeiro presente para as pequenas. Obviamente, que logo que se fartaram dele o colocaram num canto e: “Tia, só mais um!” E lá sai um livro para cada uma. A outra tia segue o exemplo e mais livros da mesma colecção. As pequenas encantadas, porque eram os que elas queriam e não sabiam que iam ganhar, porque não tinham pedido, pelo menos a mim. É óbvio que o que é mais divertido são as birras de quem quer determinado presente ou um presente de alguém em especial. Este ano a partida calhou à minha sobrinha mais velha. Ela que passou as últimas semanas a fazer uma birra descomunal que queria um determinado telemóvel e um determinado relógio. Obviamente que todos lhe diziam que ela não ia ganhar aquilo, mas ela prometeu choradeira na noite de Natal caso não recebesse. Enfim! O típico de miúda mimada por toda a família. Um bom tempo depois dos cafés e dos digestivos, o meu irmão lá se decidiu a começar a olhar para debaixo da árvore de Natal e: “Queres um presente, então toma lá.” E dá uma caixa à mais pequena. E a criança fica toda radiante com uma flauta pela qual não esperava. E a mais velha dizia: “E o meu relógio?” “E o meu telemóvel?” Para picá-la dá mais um presente à mais pequena: um cavaquinho. Bem... então esta caixa grande deve de ser a bateria, brincávamos. E passado um bom bocado lá deixa as pequenas verem o que tem a caixa gigante: e sai de lá um piano/órgão. E as crianças parvas a olhar para aquilo, porque nenhuma havia pedido instrumentos musicais. Nós ríamo-nos e as pequenas choravam, principalmente a mais velha que queria o raio do relógio. Há uma semana que ela me falava num determinado saco da Botique dos Relógios que estava debaixo da árvore de Natal dela. Estava convencida de que era o relógio que pedira. Mas o pai dela sai-se com a frase: “Este presente é para a minha mana!” E eu abro-o entusiasmada para saber o que lá estava. E a minha sobrinha, a olhar para o saco a pensar que não era mesmo para mim. Mas era! Era uma linda pulseira, mesmo linda, que eu recebi. E não voltou mais para a caixa. Ficou no meu pulso o resto da noite. Após a desilusão da pequena ao ver que aquele presente não era o dela, o meu irmão dá-lhe uma pequena caixa: “Toma lá o teu relógio!” E ela desembrulha aquilo entusiasmada a pensar que era mesmo o relógio, mas desconfiada por estar embrulhado com o papel do Continente. Bem, de facto, era uma caixa de um relógio Swatch e lá dentro tinha... bem... tinha um relógio. Um relógio de braceletes verdadeiras castanhas, mas com um ecrã de cartão com ponteiros desenhados a caneta. Já me doía a barriga de tanto rir. A pequena dizia: “Eu não quero este relógio! Nem pensar!” Todos nos ríamos. Obviamente os presentes debaixo da árvore continuaram a ser distribuídos a pouco e pouco, mas o relógio ou o telemóvel para a pequena não aparecia (ela estava convencida de que só ia receber uma das coisas). A minha cunhada surpreende-se ao receber de presente jogos para a PS3. Ela que nem liga a jogar aquilo... A PS3 já nem sei se foi presente do meu irmão para ele próprio se para as pequenas. Finalmente aparece uma caixa grande que ele dá à minha sobrinha mais velha. “Isto é para ti, filha!” E ela abre, desconfiada e... “Ai, isto é uma caixa de vinhos!” Devagar abre a caixa de vinhos e mais uma caixa embrulhada lá dentro com um monte de papéis amarrotados à volta. Ela abre e eis que surge o telemóvel e um relógio! A criança ficou radiante e nós fartámo-nos de rir com esta história. Para o ano estou para ver a quem vai calhar a prenda estranha. Como, geralmente, não faço birras por querer algo em especial, pois nunca fui habituada a ter tudo o que queria, as probabilidades de calhar a mim no próximo ano são muito reduzidas. Para não variar, acabámos de abrir os presentes bastante antes da meia-noite. Seguiu-se os parabéns ao meu pai e o belo de um camarão cozido antes de se acabar a noite. Agora, mais festa desta só para o ano. Ah, e depois do camarão a pequenina lembrou-se que tinha que ir fazer os trabalhos da escola. Trabalhos da escola, hoje? Mas é noite de Natal, querida! E, lá estive eu cerca de meia-hora a ajudá-la a fazer alguns trabalhos de casa. E, nos dez minutos que estive na conversa antes de me vir embora, diz ela muito amuada: “Oh tia, podíamos estar a fazer mais trabalhos!”. Mas, pronto, ontem tirei a tarde toda para ajudá-la nos trabalhos de casa e ela ficou toda contente por já ter o resto das férias livres (livres como quem diz, que hoje veio pedir-me mais duas fichas de exercícios para fazer, uma vez que já acabou os trabalhos da escola).

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal!!!

24 de Dezembro

Já desenformei o bolo, que ficou no ponto.

Já dei os parabéns ao papá.

Já estou bem disposta.
Decididamente só pode ser TPM. Ontem foi uma neura descomunal, depois durante a noite a choradeira e os sonhos ajudaram à lamechiche (que saudades das pessoas com quem sonhei... será que o que me disseram foi uma mensagem verdadeira?). Agora ando irritada de novo. Mas tinha que ficar assim logo na véspera de Natal?
Bem, é melhor ir tirar o bolo do forno, porque se ele se queima...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Calma... é Natal...

Por vezes, acontece-me isto. Estou irritada que só visto. Porquê? Por causa de tudo e por causa de nada. Já me passei com os cozinhados. Não consigo, e ainda para mais com o humor ruim com que estou, menos consigo estar na cozinha com alguém ao lado a reclamar por tudo e por nada: "e vais fazer isto?" "e aquilo?" "agora?". E pede-me a mãe que faça a receita como fiz da outra vez que ficou muito bom. "Mas tu sabes fazer... Eu fiz a tua receita..." "Ah, mas a tua ficou melhor..." Pronto, eu faço. Mas depois não pára de fazer isto, aquilo e dar dicas: "Mas aquilo é que se faz primeiro!" "E não ponhas isso!" Ai ai ai, que me estou a irritar! Primeiro, como fiz estava muito bom e depois dá-me instruções?? Assim não pode ser!
E aqui vim espairecer o cérebro, a mente, mas nada ajuda. Encontro, por aqui, só mensagens queridas de Natal, começo a reflectir sobre o ano que passou, sobre coisas que ouvi, que me disseram, coisas que ficaram entaladas aqui dentro (sim, que até hoje a opinião de que eu devia de ter tido um acidente de carro e ter ido ter ao hospital que me era uma boa lição ainda aqui está entalada, ainda para mais vinda de uma pessoa que eu via com muito carinho e a quem lhe desejava imenso bem), nas pisadelas que levei, nas críticas de quem só queria que eu mudasse e não aceitava os meus defeitos. Mas isto tudo serviu para alguma coisa. Serviu para accionar o "clic" para eu voltar à normalidade. Para eu voltar a ser quem não se rebaixa facilmente, para eu voltar a ser quem não se deixa pisar facilmente. Há tempos uma amiga minha dizia qualquer coisa como: "Tu não estás no teu estado normal. A amiga que eu conhecia já tinha mandado quem não te trata como deve de ser dar uma volta há muito tempo." Pois, e a verdade era esta. Eu estava carente e só via o lado bom, o lado carinhoso da pessoa em questão. E estava constantemente a ignorar e a perdoar tudo. Mas não se pode ficar eternamente à espera que o lado bom das pessoas volte, deixando que essas pisem o nosso ego até nos sentirmos mais miseráveis do que elas. Nem o mimo, nem o abraço, nem o ombro de um amigo já tinha. Tinha medo de me aproximar, de pedir pelo que precisava, tão fortes foram as "pisadelas" que levei. Pois bem, a menina "anti-social (... ) egocêntrica (...) a precisar de procurar apoio médico (...) e que se veste de modo ridículo" (felizmente as minhas best friends, assim como eu, não partilham desta opinião, o que me leva a pensar que das duas uma: ou sofremos todas do mesmo mal ou então há alguém que não me conhece assim tão bem como julga) acordou. Cansou-se de ser pisada enquanto só pedia carinho. Cansou-se de ser mal-tratada psicologicamente. É a minha sanidade mental que está em jogo. Assim sendo, vou ouvir quem me ama de verdade, quem gosta verdadeiramente de mim, quem me aceita como sou e quem só me deseja bem físico e psicológico.
E, amanhã, vou passar o Natal com as pessoas que mais amo, entre elas a pipoquinha e a formiga (os termos fofos pelos quais trato as minhas sobrinhas). Algumas dessas pessoas que amo vão estar presentes apenas no meu coração, mas não se vão livrar de uma mensagem carinhosa minha durante o dia de amanhã.
Quanto a quem ler este texto, votos de um Feliz Natal com tudo de bom.

P.s. - (e com tanto desabafo, a neura acalmou imenso...)
Estou a ficar com uma neura... TPM... só pode!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Então é assim:

De noite, sonho com um amigo meu.
De tarde, encontro-o no supermercado.

(É de salientar que já não o via há imeeeeeenso tempo! Um ano ou mais, talvez.)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

E assim desapareceu...

Pois é, pois é... A minha dor de cabeça dos últimos dias acabou por ter explicação ontem à noite, e com uma cura especial desapareceu num estalar de dedos. Sim, foi mesmo num estalar de dedos. Num segundo doía, no segundo seguinte desapareceu abruptamente. E qual a causa dela? Pois, a causa dela era mau olhado, mal de inveja. De quem? Isso não consigo saber. Mas também não sei o que tenho de tão especial para me desejarem mal e terem inveja de mim. Eu não tenho quase nenhum motivo para dizer que a vida me corre bem. Muito pelo contrário. Não consigo trabalho, que me faz entrar muitas vezes em desespero, ficar muitas vezes a sentir-me uma inútil, sem dinheiro, sem ter como me sustentar. Não tenho namorado, logo a hipótese de ter uma família feliz está muito longe. Afinal têm inveja de quê??? Lançam-me mau olhado porquê??? Não sei, nem faço ideia. Só sei que a dor de cabeça que me atormentava há dias e que mal me deixava dormir de tão insuportável que era desapareceu logo após a oração para detectar e eliminar cobrante.

E agora eu pergunto:

Alguém aqui acredita em cobrante (ou quebrante)? Eu, por acaso, acredito...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Não podia ter aparecido em melhor altura...

Faltam quatro dias para o Natal e há três dias que não aguento uma forte dor que se apoderou da minha cabeça. Nem o chá de camomila que sempre funcionou contra estas dores, age agora. Vai ser bonito, passar a consoada assim, vai. Vai ser uma noite insuportável, se isto continua...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Querido Pai Natal,

Sei que o mês já vai a mais de metade, mas espero que esta carta chegue a tempo ao Pólo Norte. Ainda acredito na eficácia do Correio Azul.
Este ano, eu portei-me razoavelmente bem. Fiz alguns disparates, próprios da minha idade, do meu romantismo parvo e da minha mania de acreditar em tudo e nas pessoas, mas acredito que o senhor Pai Natal compreenderá as minhas atitudes e verá que a maioria delas foi ingénua.
E, assim sendo, e como acho que mereço, envio-lhe a minha carta com a lista de presentes que quero receber. Quero, porque os que eu penso que merecia, não sei se os receberei na quantidade que quero. Eu merecia Amor e Carinho, muito, muito Carinho. Sim, gosto muito de mimo e sinto-me um pouco carente. Mas como estas coisas não pode ser o senhor Pai Natal a decidir, peço-lhe uma pequena lista de elementos para a casinha que me vão dar um jeitão, ou então não, mas que eu considero necessários (para usar ainda não faço ideia quando).


Açucareiro - Não resisto a pedir... é tão fofo!!!


Chávena + prato - Já agora, dá-se uso ao açucareiro com um chá e umas torradinhas...


Conjunto WOK - Já ando de olho nisto há um bom tempo...


Balde para champanhe - Não faço ideia quando será necessário,
mas que tal no próximo Reveillon, se não houver um motivo para tal uso antes? Eheheh.


Tudo "Loja do Gato Preto", senhor Pai Natal. Como pode ver, só pedi o essencial para preparar um jantar romântico e um cházinho para as dores de cabeça do próximo ano, ou para um pequeno-almoço na cama. Assim me despeço, senhor Pai Natal, na esperança de que tenha ido ao oftalmologista recentemente para ler bem isto tudo que eu escrevi.


Com votos de um Feliz Natal e de uma boa viagem para as renas, na sua distribuição de presentes!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Tenho vizinhos estranhos!

Desde que me lembro que tenho estas vizinhas aqui no prédio. Foram jovens que viviam com os pais, depois uma casou, saiu de casa até que, anos depois voltou com um monte de crias.
Isto seria uma história normalíssima, não fosse a mãe delas viver num apartamento, as primas no outro, e, agora recentemente, a irmã comprar o outro apartamento por cima e a tia o outro do lado. E, de repente, viverem todos como se o prédio fosse apenas daquela gigante família dividida por inúmeros apartamentos, em que o abre e fecha a porta é constante. As crianças não param de sair de uma porta e entrar na outra. E todos os dias é uma grande algazarra à hora do jantar, quando a gigante família se junta apenas num dos apartamentos. Aqui parece que não há o conceito do filha casa, os pais ficam longe!
Depois, com os vizinhos acontecem peripécias estranhas na intercomunicação com esta gente. O tio estranho desta família, a morar aqui há poucos meses, abre a porta de casa e mete-se, subitamente, numa conversa de vizinhos que nada tem a ver com ele: “Eu vou ligar ao meu advogado! O senhor está a levantar falsos testemunhos!”. E ficam os senhores da conversa a olhar para ele com cara de parvos: “Como é?”. As crianças esquecem-se do cachorro mini na escada, que se acha valente e impede os vizinhos de saírem, a mostrar os dentes afiados e a ladrar incessantemente. Confesso que cheguei a ter vontade de lhe espetar uma biqueirada por ele me estar a bloquear o caminho, mas a minha voz de zangada a falar com o cão, fez os senhores irem ver o que se passava e: Ups! Deixámos o cão na escada! (Bem, isto sou eu a pensar o que lhes passou pela cabeça, porque mais do que uma vez encontrei ali o animal a ladrar furiosamente, ou seja, não me parece que fosse esquecimento.) No outro dia, foi um dos gatos que se escapuliu da casa e andava a vaguear pela escada. Que raios de donos são aqueles que não reparam pelos bichos todos a sair pela porta de casa, heim?? Enfim...
Mas, à excepção disto tudo, sempre houve uma relação cordial entre mim e este gigantesco conjunto de vizinhos. Era “Bom dia!”, “Boa tarde!”, etc., como mandam as regras da boa educação. Até ontem.
Saio, como de costume, aperaltada, para um jantar com amigos, e cruzo-me com duas das personagens desta família, uma de cada apartamento, a entrar no prédio. A única explicação que encontro é a mini-saia tamanho S que eu usava e os saltos de dez centímetros terem causado inveja na jovem senhora, que nunca foi esbelta e que nunca vestiu menos do que o XXL nem usa saltos. Porque como de costume disse “Boa noite!” ao me cruzar com eles e “Obrigada!” por a senhora ter ficado a segurar a porta quando entrou para eu sair. O tio estranho da senhora responde-me normalmente e ela, com um olhar furioso, manda-me dois berros: “BOA NOITE! OBRIGADA!”.
E fiquei eu a pensar: “Está a agradecer-me o quê??”

(E, não, aqui não há a hipótese de ela não me ter ouvido falar e agradecer, que ouviu. Disso tenho a certeza.)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Por aqui...

Há algo que por vezes me deixa a pensar. Quando uma pessoa diz algo que deixa outra ofendida e a dizer “eu não sou assim” (mesmo que não se tenha dito “tu és assim” e se tenha falado para o geral) é porque a carapuça serviu, certo? Quem ache que não se enquadre na descrição feita, das duas uma, ou ignora ou tenta demonstrar que afinal não se insere nela. Estou a pensar certo ou errado?

domingo, 11 de dezembro de 2011

Ficam todos avisados!

O próximo rapaz que tiver a intenção de me vir dizer que é diferente dos outros todos, ESQUEÇA! Não vou acreditar em nadinha! Se quiser, prove-o e deixe-me chegar a essa conclusão por mim mesma. Agora, até ver isso, não vou acreditar mais em palavras. Para mim são todos iguais: uns cabrões! Quando conquistaram a rapariga, bora dar um pontapé nela! Fazem todos o mesmo! Parvalhões!

(O que me está a assustar é que posso estar a ficar como estive há uns bons anos atrás: com um coração de pedra. Não é bom sinal...)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Coradíssima...

Estou profundamente corada!
Sei que há determinada pessoa que se souber que eu estou a conversar com um determinado rapazinho me esfola viva, ou então não. Já muitos anos passaram, mais de uma década, portanto já não me rogarão pragas, espero. Bem, mas o que me está a deixar profundamente corada, é que já não falava com este rapaz desde o meu 9ºano. Não, não foi da minha turma, mas conhecia-me bem por histórias que agora não interessam.
Mas, anos depois, mais precisamente hoje, vem falar comigo e diz-me:
"- Mudaste."
- Mudei?
"- Uma senhora... Ficaste mais bonita! (...) A nível físico... muitoooo bem."

Quem é que depois de um elogio destes não cora e fica com o ego lá no topo, heim?

Sábado!

Hoje foi dia de uma pré-limpeza à cozinha nova.
Que vontade de começar a encher os armários com loiça!
Digo pré-limpeza, porque ainda falta colocar a bancada de pedra e uns móveis sobre a referida pedra. Depois disso é que será a limpeza geral para ela ficar prontinha e ainda mais lindaaaaaaaaa. Adoro-a!!!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Nada de ficar com o astral em baixo agora. Não! Não! Não!
(mas tenho saudades de ser a menina do papá, sempre protegida e mimada por ele)

Primeira etapa concluída!

Móveis superiores montados!
(e eu estou cheia de sono... é o que dá já não ter o hábito de levantar todos os dias às 7 horas ou antes...)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Está quaseeee!!!

Estou com sono! Não podia ter acordado mais bruscamente. Com o frio que está por estas bandas, a preguiça de levantar cedo existe, até porque não tinha nada combinado. Mas os senhores das entregas da Leroy Merlin decidiram telefonar cedo neste feriado e tirar-me bem à pressa da cama: “Já estamos aqui à porta para descarregar a cozinha.”
“- Como? Já? Mas estava combinado entre as 14h e as 18h???
- Mas nós temos aqui indicado a partir das 9h...”
Bonito! Lá tive que trocar de roupa e sair a correr, sem tomar pequeno-almoço e do qual me lembrei que não havia tomado quase às 12h. Será que mais alguém se esquece que não tomou o pequeno-almoço para além de mim?

No fim, fiquei derretida ao ver as embalagens com as placas da cor escolhida, para montar, agrupadas de um lado da cozinha. Agora é começo a tomar consciência de que a casa está quase pronta. Já só falta montar os móveis da cozinha para o senhor da pedra ir lá tirar a medida à bancada e o canalizador ir instalar os móveis da casa de banho. Depois, vai ser limpeza geral e começar a arrumar já algumas coisas possíveis nos armários (como tachos, panelas e algumas loiças). E acreditar que no novo ano que se aproxima a vida profissional vai existir e que vou conseguir mobilar o essencial da casa. Dizem que pensar positivo ajuda. Não sei se ajuda mesmo, mas não custa tentar.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Friends...

Há alguma coisa mais valiosa no mundo do que os verdadeiros amigos? Não, não há. Eles têm um lugar precioso no meu coração. E tenho muita saudade de não poder estar com eles mais vezes como antes. Agora é tudo diferente. Antes, bastava um café, não era preciso muita conversa, pois ela estava quase sempre em dia. Era opinião sobre trabalho, sobre outra coisa acolá, um problemita tal e estava quase sempre tudo bem. As notícias viviam actualizadas, os mimos eram diários e as saudades não coabitavam. Eles estavam ali e estava tudo bem. Não eram precisas muitas palavras.
Agora, sabemos que nos temos uns aos outros, sabemos que podemos "chatear" quando precisarmos e quando não precisarmos, mas as saudades são muitas. Quando se fala, fala-se mais. E a ausência é por períodos longos. A distância não termina com amizades fortes, mas trás muita saudade. Saudade da escassez de momentos juntos, vontade de vos dizer que vos ADORO MUITO e que me lembro de vocês todos os dias com muita muita saudade. O pouco longo tempo que falamos ao telefone ou por messenger, ou por facebook ou pessoalmente é insuficiente para matar as saudades. Elas vieram para ficar. Tenho saudades de fins-de-semana em que nos divertíamos muito, lembrando a época da faculdade, como as mini-férias em TV e na Azambuja. É momento para dizer: "Apetecia-me algo... Algo verdadeiramente especial!" E esse especial é estar com vocês. Espero que seja em breve, meninas (e meninos também)! Que acham?

domingo, 4 de dezembro de 2011

Respiraaaaaaaaaa!

Respiraaaaaaaaa fuuuuuuuuuundo!
Respiraaaaaaaaaaaa fuuuuuuuuuuuuuundo!
Porque se eu me irrito, fico pior do que a Domitila d' "O Quinto dos Infernos"!!! (pronto, pior não, mas consigo chegar ao mesmo nível!!!)

Avisos!

Se eu fosse uma pessoa que não ligasse nada a interpretações de sonhos e afins, neste momento estaria descansadinha e já teria esquecido tudo com que sonhei esta noite. Mas não! Lembro-me com todos os pormenores do sonho desta noite e apesar de tantas palavras-chave, tudo indica o mesmo. Tudo leva ao mesmo aviso: Cuidado, que há pessoas falsas e traiçoeiras em redor! Há imenso tempo que não sonhava com isto, pelo que andava descansadinha da vida sem ligar quase nada a sonhos. Mas, hoje, voltei a ficar preocupada ao sonhar com répteis, macacos, carros avariados, reboques, amigos (aos pares não é bom sinal), peluches, precipícios. Não podia ter um conjunto de indicações pior... Mas, ao menos, no fim não saltei pelo precipício.

sábado, 3 de dezembro de 2011

2-0

Ganha o Jumbo contra a Worten!
Ainda não percebi se sou eu que sou esquisita nas escolhas, ou se escolho produtos com imensa saída. O que eu sei é que tudo o que escolho não há nas lojas. Se há algo que eu não tenho muitas vezes, é paciência para andar nas lojas a ver o que têm e se algo me agrada. Então, agora, desde que há sites das respectivas lojas, prefiro pesquisar lá e chegar à loja com a descrição do respectivo artigo e pedir.
E foi assim que cheguei à Worten. A primeira vez desloquei-me lá com a intenção de comprar um termo-acumulador e desta última com a intenção de comprar uma placa mista. E, apesar, de estar no site o respectivo produto, diz-me o funcionário da Worten que estão esgotadas. "- E posso encomendar?" - perguntei eu, achando ser normal uma loja de grandes dimensões fazer isso. Ao que levo com a resposta: "- Nós não fazemos encomendas." Está bonito...
Assim sendo, desloquei-me ao Jumbo e perguntei lá pelo artigo. Ao que me respondem: "- Não temos em stock, mas podemos encomendar." E logo de seguida, o funcionário telefonou para a marca, perguntou quando poderiam entregar e zás! Compra efectuada, mais barata, e em apenas dois dias o artigo foi entregue na morada indicada.
E, por este andar, apenas tenho a acrescentar, que a Worten não me vai vender nada, a não ser que por sorte tenha nas prateleiras da loja para venda. Sim, que há uns tempos tinham electrodomésticos em exposição que já não vendiam mais, mas eles continuavam lá, com preço indicado e tudo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Parvoeiras ou então não!

Por aqui, fala-se de filhos.
O que é que havia de passar pela cabeça aqui das meninas, heim? Pois é. Eu e a minha panca pela leitura das mãos, causou um alarido ao ter a sensação de que a linha do casamento estava a desaparecer, ou pelo menos parece menos visível do que há uns dias atrás. Mas o alarido não provém daí. É que sem a linha não há como saber o número de filhos pelas mãos, que ao que parece (parece, porque se nota muitoooo mal) são dois, para grande tristeza minha que quero três. Bem, a S. teve a feliz ou infeliz ideia de dizer: Calma, que eu sei um truque para saberes isso, sem ser através das linhas da mão. E zás, lá vou eu buscar linha, agulha e vamos ao teste: rapaz, rapariga, pára?! Repeti, convicta de que estava a fazer tudo mal. Igual: rapaz, rapariga, pára! Será verdade ou apenas um simples jogo? Na altura certa saberei. A S. diz que vai apontar para daqui a uns bons anos nos rirmos com esta parvoeira. Eheh!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Para começar Dezembro com juízo!

Para a assimilação de juízo a partir deste mês de Dezembro, escrever dez vezes:


1 - Não acreditar na história da Cinderela nem em contos de fadas!
2 - Não acreditar na história da Cinderela nem em contos de fadas!
3 - Não acreditar na história da Cinderela nem em contos de fadas!
4 - Não acreditar na história da Cinderela nem em contos de fadas!
5 - Não acreditar na história da Cinderela nem em contos de fadas!
6 - Não acreditar na história da Cinderela nem em contos de fadas!
7 - Não acreditar na história da Cinderela nem em contos de fadas!
8 - Não acreditar na história da Cinderela nem em contos de fadas!
9 - Não acreditar na história da Cinderela nem em contos de fadas!
10 - Não acreditar na história da Cinderela nem em contos de fadas!

(E nem pensar pedir um conto de fadas ao Pai Natal! Acabou a história! Fim!)

Nota: E se isto não resultar, passa-se à escrita da frase cem vezes à mão!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sleeping beauty...


Afinal, hoje, não vou cair na cama de cansaço. Vai ser mesmo para desligar da realidade no último dia deste mês.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Por vezes, acontece ser necessário arranjar forças para não se ceder às vontades. Por vezes, sabe-se que basta um estalar de dedos para se ceder a tudo. Mas não pode ser. Por mais que doa, por mais que se sinta o sangue a escorrer cá dentro, a armadura não pode estalar.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Afinal também sou:

Doutora-Assistente em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas!


segundo o célebre Fernando Pessoa em "Somos do tamanho dos nossos sonhos"

domingo, 27 de novembro de 2011

É um pássaro? É um avião? Não!

"- O que é aquilo???
- É o Saldanha...
- Não! É o Super Homem!!!
- O Super Homem???"

Sim, ao que parece temos um Homem de Cuecas Vermelhas nas ruas de Lisboa... Eu vi-o...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Verdade, verdadinha!

Hoje, no Facebook, circulava uma imagem com o esquema:


Bom rapaz >>> Boa rapariga >>> Parvalhão >>> Vaca


Vá-se lá saber, porque no geral é sempre assim. É sempre mais interessante para uma Boa rapariga um Parvalhão rebelde que fica embasbacado por qualquer rabo de saias que lhe apareça pela frente do que um Bom rapaz. É óbvio que a Boa rapariga vai acabar a sofrer pelo mal que o Parvalhão lhe causará e, muito possivelmente, será o Bom rapaz a consolá-la e a Vaca a achar-se vitoriosa por ter ganho o Parvalhão. Fim! Acabou a história.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Hoje foi o dia!

A partir de hoje já posso dizer que coloquei os pés numa Loja do Cidadão deste país. Não, não tenho reclamações, queixas sobre mau atendimento ou muito tempo à espera.
Cheguei, bem cedinho, já que vivo ultimamente a desconfiar, sempre que tenho que me dirigir a algum serviço público, se não estarão, cento e vinte e oito ou quatrocentas e trinta e seis pessoas a fazer guarda à porta para entrarem que nem umas loucas e serem as primeiras a tirar senha para o respectivo atendimento. Sim, é este o país em que vivo. O serviço abre, por exemplo, às nove horas e às seis da manhã já se consegue visualizar uma fila à porta. Loucos! É o que eu digo!
Mas como estava eu a dizer, cheguei bem cedinho, mas já passavam uns quinze minutos desde a hora de abertura (eu não me incluo no grupo dos que pagam promessas de pé e ao frio). Entrei, dirigi-me ao balcão pretendido, tirei senha, apanhei um susto tremendo ao reparar que já tinha vinte pessoas à minha frente e quase ninguém na área (mas elas estavam lá, onde não sei mas quando o número da senha mudava no ecrã elas apareciam) e cerca de meia-hora depois já estava atendida, satisfeita com o atendimento e pronta para sair dali.
Até à próxima, Loja!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Coincidência ou não?

Desde pequena sempre me disseram que se precisasse de encontrar algo perdido urgentemente, para rezar determinada oração ao Santo António com o meu pedido e que logo a seguir encontraria.
A verdade é que não sou devota, nada mesmo, do Santo António. Tenho-lhe uma antipatia que nem conto. Acho completamente patética a história de virar o Santo de cabeça para baixo para pedir marido. Penso sempre que são tudo histórias que inventam. Para quê fazer isso se não vai resultar e apenas criar ilusões de que um príncipe encantado vai aparecer? Não acredito e ponto.
Mas a verdade, é que o raio da oração para encontrar objectos perdidos quando eles estão desaparecidos por perto resulta sempre. E poucos minutos depois de fazer o pedido, encontro sempre o procuro, estando ou não a procurar há horas.
Se é apenas coincidência ou não, não sei. Mas às vezes dá jeito acreditar que é verdade, principalmente depois de uma hora a procurar desesperadamente por algo e de já ter virado a casa do avesso.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

É oficial!!!

Vai haver o terceiro filme da sequência "Antes do Amanhecer" e "Antes do Anoitecer"!!! Ia-me dando uma coisinha má tal foi a emoção com que recebi a notícia! Ethan Hawke vai voltar, exactamente nove anos depois do último filme, cujo intervalo entre o primeiro também é de nove anos. E agora a dúvida: Será que Céline e Jesse estarão juntos? Estou a torcer muito, mas muito mesmo para que sim. Ai ai! Ainda o meu coração não abrandou o ritmo apressado da batida, com que fiquei assim que li a notícia! Nunca a notícia do lançamento de um filme me deixou tão empolgada quanto este! ADOROOO estes filmes! São maravilhosos e recomendo-os a quem já os viu e a quem ainda não!

Em "Antes do Amanhecer" a história de Céline e Jesse surge.

Em "Antes do Anoitecer", Céline tenta lhe tocar, mas recua antes que Jesse se aperceba.

domingo, 20 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Este homem, quando escreve, diz muita verdade!

"A mulher portuguesa não é só Fada do Lar, como Bruxa do Ar, Senhora do Mar e Menina Absolutamente Impossível de Domar. É melhor que o Homem Português, não por ser mulher, mas por ser mais portuguesa. Trabalha mais, sabe mais, quer mais e pode mais. Faz tudo mais à excepção de poucas actividades de discutível contribuição nacional (beber e comer de mais, ir ao futebol, etc). Portugal (i.e., os homens portugueses) pagam-lhe este serviço, pagando-lhes menos, ou até nada.


O pior defeito do Homem português é achar-se melhor e mais capaz que a Mulher. A maior qualidade da Mulher Portuguesa é não ligar nada a essas crassas generalizações, sabendo perfeitamente que não é verdade. Eis a primeira grande diferença: o Português liga muito à dicotomia Homem/Mulher; a Portuguesa não. O Português diz «O Homem isto, enquanto a Mulher aquilo». A Portuguesa diz «Depende». A única distinção que faz a Mulher Portuguesa é dizer, regra geral, que gosta mais dos homens do que das mulheres. E, como gostos não se discutem, é essa a única generalização indiscutível. 

A Mulher Portuguesa é o oposto do que o Homem Português pensa. Também nesta frase se confirma a ideia de que o Homem pensa e a Mulher é, o Homem acha e a Mulher julga, o Homem racionaliza e a Mulher raciocina. E mais: mesmo esta distinção básica é feita porque este artigo não foi escrito por uma Mulher. 

Porque é que aquilo que o Homem pensa que a Mulher é, é o oposto daquilo que a Mulher é, se cada Homem conhece de perto pelo menos uma Mulher? Porque o Português, para mal dele, julga sempre que a Mulher «dele» é diferente de todas as outras mulheres (um pouco como também acha, e faz gala disso, que ele é igual a todos os homens). A Mulher dele é selvagem mas as outras são mansas. A Mulher dele é fogo, ciúme, argúcia, domínio, cuidado. As outras são todas mais tépidas, parvas, galinhas, boazinhas, compreensíveis. 

Ora a Mulher Portuguesa é tudo menos «compreensiva». Ou por outra: compreende, compreende perfeitamente, mas não aceita. Se perdoa é porque começa a menosprezar, a perder as ilusões, e a paciência. Para ela, a reacção mais violenta não é a raiva nem o ódio – é a indiferença. Se não se vinga não é por ser «boazinha» – é porque acha que não vale a pena. 

A Mulher Portuguesa, sobretudo, atura o Homem. E o Homem, casca grossa, não compreende o vexame enorme que é ser aturado, juntamente com as crianças, o clima e os animais domésticos. Aturar alguém é o mesmo que dizer «coitadinho, ele não passa disto…» No fundo não é mais do que um acto de compaixão. A Mulher Portuguesa tem um bocado de pena dos Homens. E nisto, convenhamos, tem um bocado de razão. 

O que safa o Homem, para além da pena, é a Mulher achar-lhe uma certa graça. A Mulher não pensa que este achar-graça é uma expressão superior da sua sensibilidade – pelo contrário, diverte-se com a ideia de ser oriundo de uma baixeza instintiva e pré-civilizacional, mas engraçada. Considera que aquilo que a leva a gostar de um Homem é uma fraqueza, um fenómeno puramente neuro-vegetativo ou para-simpático – enfim, pulsões alegres ou tristemente irresistíveis, sem qualquer valor.

E chegamos a outra característica importante. É que a Mulher Portuguesa, se pudesse cingir-se ao domínio da sua inteligência e mais pura vontade, nunca se meteria com Homem nenhum. Para quê? Se já sabe o que o Homem é? Aliás, não fossem certas questões desprezíveis da Natureza, passa muito bem sem os homens. No fundo encara-os como um fumador inveterado encara os cigarros: «Eu não devia, mas.. » E, como assim é, e não há nada a fazer, fuma-os alegremente com a atitude sã e filosófica do «Que se lixe»
Homens, em contrapartida, não podiam ser mais dependentes. Esta dependência, este ar desastrado e carente que nos está na cara, também vai fomentando alguma compaixão da parte das mulheres. A Mulher Portuguesa também atura o Homem porque acha que «ele sozinho, coitado; não se governava». O ditado «Quem manda na casa é ela, quem manda nela sou eu» é uma expressão da vacuidade do machismo português. A Mulher governa realmente o que é preciso governar, enquanto o homem, por abstracção ou inutilidade, se contenta com a aparência idiota de «mandar» nela. Mas ninguém manda nela. Quando muito, ela deixa que ele retenha a impressão de mandar. Porque ele, coitado, liga muito a essas coisas. Porque ele vive atormentado pelo terror que seria os amigos verificarem que ele, na realidade, não só na rua como em casa não «manda» absolutamente nada. «Mandar» é como «enviar» – é preciso ter algo para mandar e algo ao qual mandar. Esses algos são as mulheres que fazem. 

O Homem é apenas alguém armado em carteiro. É o carteiro que está convencido que escreveu as cartas todas que diariamente entrega. A Mulher é a remetente e a destinatária que lhe alimenta essa ilusão, porque também não lhe faz diferença absolutamente nenhuma. Abre a porta de casa e diz «Muito obrigada». É quase uma questão de educação. 

A imagem da «Mulher Portuguesa» que os homens portugueses fabricaram é apenas uma imagem da mulher com a qual eles realmente seriam capazes de se sentirem superiores. Uma galinha. Que dizer de um homem que é domador de galinhas, porque os outros animais lhe metem medo? 
Na realidade, A Mulher Portuguesa é uma leoa que, por força das circunstâncias, sabe imitar a voz das galinhas, porque o rugir dela mete medo ao parceiro. Quando perdem a paciência, ou se cansam, cuidado. A Mulher portuguesa zangada não é o «Agarrem-me senão eu mato-o» dos homens: agarra mesmo, e mata mesmo. Se a Padeira de Aljubarrota fosse padeiro, é provável que se pusesse antes a envenenar os pães e ir servi-los aos castelhanos, em vez de sair porta fora com a pá na mão."

Miguel Esteves Cardoso, in "A Causa das Coisas "

Isto é assim:

Quando duas amigas se lembram de falar ao telefone, o que pode acontecer são, pelo menos, vinte e cinco minutos de conversa. Não é, C.? Eheheh!

sábado, 12 de novembro de 2011

Tá bonito!

Consigo a sorte de acertar em quatro números do euromilhões e recebo o valor do prémio de apenas dez euros!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Agressão física e/ou psicológica

Li, recentemente, um artigo cujo tema interessa a todas as mulheres. Esse artigo mencionava dez características que podem levar à detecção de um perfil masculino agressor. Nem todas essas características são, na minha opinião, exclusivas de alguém assim, mas algumas dão que pensar:

1. – Dizer-se muito apaixonado e sugerir logo após os primeiros encontros irem morar juntos. – Eu, há uns tempos, diria que esta frase é um disparate mas, considerando coisas que ouvi e a que assisti, acho que com uma sugestão destas não é mau ficar-se com um pé atrás e ver a personalidade que o futuro trará.

2. – Excesso de ciúmes. – Acho que esta é a característica típica de todos os vilões apaixonado-agressivos das novelas e não só. A verdade é que o excesso de ciúmes nunca fez bem a ninguém, muito menos a uma relação. Pode levar à violência ou apenas a que tudo termine.

3. – Controlador excessivo. – Uma coisa é perguntar onde se vai, onde se está, para fazer conversa, outra é querer saber Onde? Quando? O quê? Com quem? A que horas? Porquê? Durante quanto tempo? até ao mais ínfimo detalhe sempre.

4. – Convencer-nos de que os nossos amigos não gostam de nós. – Esta vou citar do texto: “esforça-se para a convencer de que eles não gostam de si, só se querem aproveitar da sua boa vontade e até gozam consigo nas suas costas.” E para quê, pensam muitos? Para que nos sinta-mos isoladas, sozinhas, a pensar que somos umas pessoas horríveis e que ninguém gosta de nós.

5. – Dependência. – Inventa-se constantemente desculpas aos amigos para não se sair com eles. Vive-se apenas em função da outra pessoa. O que ela quer e o que ela não quer.

6. – Ansiosidade. – O pensamento de que vamos chegar atrasadas e de que ele vai ficar aborrecido, causa esta sensação. Não é bom sinal ele ficar aborrecido com o nosso atraso. E digo, por experiência própria, que isto indica mesmo um comportamento agressivo. Ele deve ficar feliz em nos ver e não chateado. Afinal, somos mulheres, o atraso para onde quer que vamos está associado a nós.

7. – A culpa é nossa. Só nossa. Nunca dele. – Não sei se indicará um comportamento agressivo, mas a citação seguinte diz o importante: “ele tem dificuldade em respeitá-la.”

8. – Ele gosta de nos humilhar. – Estamos perante uma forma de violência psicológica e aqui vou citar tudo: “Ele goza com as roupas que veste, ridiculariza os comentários que faz à frente dos seus amigos e não valoriza as suas opiniões e decisões? Não o permita. A estratégia serve para rebaixar a sua auto-estima e torná-la agradecida por ele a aceitar apesar de todas as suas falhas.”

9. – Um ele dominador. – Aqui tem a ver com o facto de ele ter que aprovar e consentir tudo o que queiramos fazer. Aos poucos, a opinião e a vontade dele vai-se sobrepondo à nossa.

10. – Encher-nos de presentes. – Pode ser normal um presente acompanhado de um pedido de desculpas após uma discussão, mas quando começa a ser um acto repetitivo e cíclico de “brigas e apaziguamentos”... já não é normal.


Estas características foram tiradas daqui e acho relevante pensar um pouco sobre elas.

E posso dizer que...

... assisti às 11h11 de 11/11/11. Quanto aos 11 segundos... devem ter passado por mim, mas foi tão depressa que nem os vi.

E o melhor disto é que hoje é dia de São Martinho, ou seja, dia de CASTANHAS ASSADAS! E, pronto, por esta frase está mais do que evidente que eu adoro castanhas!



Amei!!!

Adorei o novo desfile da Victoria's Secret e não resisti a partilhar algumas imagens. Há para todos os gostos, mas estas que se seguem foram as que mais me cativaram.

As heroínas voltaram!

Super delicado!

Ao estilo Miss qualquer coisa!

Perfeito para o Natal!

Devil!

Tal Vénus de Botticelli!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Resposta a uma amiga:


Este post é dedicado à S., que me perguntou, há dias, se eu já tinha experimentado um dos presentes que me ofereceu e se eu tinha gostado, mas na altura ainda não o tinha feito. Agora, já lhe posso dizer que experimentei e gostei muito da cor. A princípio estranhei, uma vez que não estava habituada a olhar para esta tonalidade, mas agora acho que fica muito bem. Obrigada!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Por aqui...

Já estava eu, com a sensação de que o meu cérebro ia entrar em curto-circuito a qualquer momento, de tanto reflectir e pensar a tarde toda, quando a solução para descontrair foi pegar em caneta e papel e desenhar um pouco...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Uma amostra de sábado à noite!

"Mas tem que ser assim
Pra ser de coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh
Tem que ser assim
É seu meu coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh"

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Há noites assim...

Não podia ter tido uma pior noite... péssima, agitada...
De que adianta saber que por um lado se agrada mais, se pelo outro lado, o que interessa mesmo, já não?
Não me interessa saber do exterior, apenas do lado interior de alguém...
Não me interessam os elogios que me façam, se estou bonita ou feia, porque em nada eles vão mudar o que eu sinto, o que eu desejo...
Quero que gostem de mim, em primeiro lugar, pelo meu interior... pelo que eu de facto sou...
O meu exterior só serve para eu me sentir bem comigo mesma, para ter autoconfiança, nada mais...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Saudades...

Há memórias doces, ternas, que ficam. Memórias que fazem sonhar e ter saudades. Houve uma época em que acreditei que não acabavam. Era tão bom acordar e sentir que aquele alguém que amávamos estava ali, junto a nós, a abraçar-nos, a proteger-nos. Era tão bom sentir o calor dos braços dele a abraçar-nos e acordar com um monte de beijos. Entretanto o tempo passa e muita coisa muda. Mas hoje tive saudades. Saudades de sentir que não estava só, saudades de um acordar cheio de mimo, saudades daqueles momentos, saudades de dormir abraçada a noite inteira...

domingo, 30 de outubro de 2011

"na vida importa mais a qualidade do que propriamente a quantidade"


E não é que é verdade? Que venha a qualidade!
É apenas o que peço: quantidade 1, qualidade 5.
Coragem. Onde é que eu vou arranjar coragem? Onde?
Seria tão mais fácil se se pudesse comprar no supermercado...

Será?

"e tu nem queres nada de chocante
queres amor, carinho, atenção
alguém presente, que se importe de verdade contigo
que te apoie nos bons e nos maus momentos
que te faça sentir especial
que se sinta orgulhoso de estar contigo
alguém que te faça feliz
e bolas, mereces isso"


by S.

Please Don't Leave Me

Please Don't Leave Me

"Da da da da, da da da da
Da da da da-da da

I don't know if I can yell any louder
How many times have I kicked you outta here?
Or said something insulting?
da da da da-da

I can be so mean when I wanna be
I am capable of really anything
I can cut you into pieces
When my heart is... broken

Da da da-da da
Please don't leave me
Please don't leave me
I always say how I don't need you
But it's always gonna come right back to this
Please, don't leave me

How did I become so obnoxious?
What is it with you that makes me act like this?
I've never been this nasty
Can't you tell that this is all just a contest?
The one that wins will be the one that hits the hardest
But baby I don't mean it
I mean it, I promise

Da da da-da da
Please don't leave me
Da da da-da da
Please don't leave me
Da da da-da da
I always say how I don't need you
But it's always gonna come right back to this
Please, don't leave me

I forgot to say out loud how beautiful you really are to me
I can't be without you, you're my perfect little punching bag
And I need you, I'm sorry.

Da da da da, da da da da
da da da da-da da
Please, please don't leave me

Baby please don't leave me
No, don't leave me
Please don't leave me no no no
I always say how I don't need you ,
But it's gonna come right back to this.
Please, don't leave me.
No.
No, don't leave me
Please don't leave me, oh no no no.
I always say how I don't need you
But it's always gonna come right back to this

Please don't leave me
Please don't leave me"

(Please Don't Leave Me by Pink)

sábado, 29 de outubro de 2011

Estou mal habituada!

Vá-se lá saber porquê, mas comigo os aniversários ou festas de grande porte não costumam passar em branco. Adoro os jantares de família e quanto maior puder ser a mesa melhor. A minha família sempre foi pequena e nunca ligou a isso, não sei por isso, porque eu teimo tanto no assunto.
A verdade é que estou habituada a todos os anos ter um pequeno jantar de família no dia dos meus anos. Por isso, este ano, foi-me triste adiá-lo dois dias, mas pediu assim a minha mãe, pediu assim o meu mano. Adiei para o dia que quiseram e de que adiantou? Nada. Dei-me ao trabalho de preparar as sobremesas, a salada, o bolo, colocar tudo perfeito, para agora saber que afinal este ano o meu jantar de anos em família foi um desastre...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Podem dizer o que quiserem. Podem me chamar de tola. Mas a verdade é que passei o dia todo com um sorriso de orelha a orelha, completamente derretida por ter escutado hoje uma voz que já não ouvia há um bom tempo: uma voz doce e meiga e... e bastante cativante.
E, por esta hora, estou toda contente e mimada por já ter recebido telefonemas de todas as pessoas que adoro. E não pude deixar de ficar completamente derretida, ao receber um telefonema de que não estava à espera. Se eu pudesse atravessar o telefone naquele instante, garanto que não se safava de levar com um mega xi-coração meu.

Feliz Aniversário...


...para mim!!!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Adios 25!

Há um ano atrás, este foi o pior dia da minha vida. Pronto, não foi o pior. Mas estava passada, desesperada, porque não queria que ele acabasse. Senti o cérebro à beira da loucura. Quis com todas as minhas forças não acordar no dia seguinte, não completar os vinte e cinco anos. Uma idade que passei meses a ser acusada de ter quando ainda não a tinha, uma idade que era a causa da tragédia, dos problemas. Perdi a conta das conversas: 
"-Tu tens 25 anos, ...
- 24.
- É a mesma coisa. Tens 25.
- 24.
(...)"
O problema esteve nos supostos 25, que eram 24. Devia de ter planos, devia de querer coisas, devia de agir como se tivesse 25. Mas nada disso era de 25. Era de 30 ou mais. E eu só queria aproveitar a casa do 2. Mas não. Eu tinha de pensar nos planos de adultos, porque tinha 25. Ele não. Ele não cooperava. A minha opinião não era ouvida.
Depois de escutar calmamente, seguia o excelente diálogo.
"- Mas deixa-me explicar, dizer o que eu penso...
- Mas ouve-me!
- Já te ouvi. Posso...
- Mas ouve-me!
- Eu estou a ouvir, mas...
- Mas ouve-me!
- EU ESTOU-TE A OUVIR! Posso dizer o que penso?
- Mas eu já pensei!"
E, pronto, assim se desenrolava um debate sobre algo que devia de ser a dois, mas que um achava que podia pensar por dois... O que eu queria nunca lhe entrou na cabeça, porque não era isso que via para mim. Eu tinha 25 anos (eram 24 de verdade) e o meu futuro tinha que ser o que ele achava. E o que ele achava não era o que eu queria. Penso agora, que ele nunca levou a sério o que eu disse sobre os meus planos, os meus sonhos e as minhas ambições.
Mas a tortura dos 25 está a escassos minutos de chegar ao fim e, tenho cá para mim, que vou saltar directamente para os 27. Acho que os 26 é daquelas idades que não me vão ficar na memória para responder logo quando me perguntarem a idade.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ora bolas!

Fui colocada numa situação difícil que já me está a fazer trepar paredes! Ter que escolher e ir comprar um presente de aniversário para presente do meu mano para mim... Ou seja, este ano, pela primeira vez na vida,  não vai haver surpresas! Lá se vai a minha parte favorita de pegar na caixa e não saber o que me espera lá dentro... Sem presentes surpresa, fazer anos já não é tão divertido...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ups...

Andava, por aqui, eu a organizar ficheiros no computador, que por mais que organize, continua desorganizado, e encontrei esta imagem que devo ter encontrado algures pelo google, não faço ideia quando. É um ambiente de derreter o coração de tão romântico que na minha opinião é. Contudo, diria que há uma elevada hipótese de tudo isto pegar fogo. Acho que as velas sobre os lençóis não são boa ideia...


Chegou o Outono e não só...


Parece que o Outono não trouxe apenas vento e muita chuva. Conseguiu adoentar-me o suficiente para ficar mesmo xoxinha... constipada, com uma dor de garganta terrível e frio, muito frio...

domingo, 23 de outubro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

Estou viva!

Hoje senti-me viva. Senti o reacender de uma paixão que começava a julgar perdida... Soube bem falar, pensar, imaginar, sentir planos a fluir. Tirei um curso completamente sem saída nos dias que correm. Foi o que sempre quis e não dei ouvidos a ninguém. Não acreditava numa saída profissional tão trágica, tão péssima. Após desilusão atrás de desilusão, nos últimos dias tenho sentido um ânimo, uma vontade extraordinária de fazer planos, de procurar, de lutar pelo que sempre quis. Estou a conseguir criar planos para lutar, para tentar chegar a algum lado. Preciso acreditar que, no fim de tudo o que ando a fazer, o resultado vai ser animador.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Digam-me, que eu não sei...

É fácil dizer-se a alguém para lutar pelo que quer. Mas quando esse alguém só recebe como resultado dessa luta tijolos... como é que há-de lutar mais? Eu não sei... Queria saber, mas não sei...
Se há algo que eu gosto, adoro mesmo, juro, é que me atirem à cara o que eu já sei sobre mim. Então se forem aquelas coisas que me magoam forte e feio...
Será que não entendem que eu sei isso sobre mim? Apenas prefiro não falar nisso, porque dói cá dentro. Porque me faz lembrar muita coisa, coisas más, coisas que me magoaram muito.
Foi muito tempo para esquecer um passado, para o enfiar num caixote e empurrá-lo todos os dias um pouco mais para o fundo, procurando acreditar em mim, recrutando forças para mostrar que era feliz, que tudo me corria bem, que não sentia falta de nada. Foi muito tempo a criar alguém que não tivesse medo de arriscar, de dar um passo mais à frente por mais pequeno que fosse. Foi muito tempo para incutir a alguém o pensamento: "se calhar é possível...".
E, aos poucos, fantasmas do passado foram desenterrados: medos, receios, recordações más...
E de quem é a culpa? Minha. Sempre minha. Devo ter nascido com o karma da culpa... Aliás, até ontem fui acusada de ter culpa de nascer no dia em que nasci. Que o meu aniversário vai atrapalhar os planos. E que não devias fazer anos nesse dia. E agora? Não seja por isso, eu não escolhi esse dia, mas não precisam de estragar os planos por minha causa. Eu fico bem sozinha. Ora essa, não quis atrapalhar a vida de ninguém. Eu nem sequer pedi para nascer!

Há dias ouvi que: "Uma vida sem arrependimento não vale a pena. Às vezes, uma burrice vale a pena. Às vezes, as consequências são boas." Pois, às vezes! Às vezes, vale a pena. Quando são boas.
Arrependimentos não me faltam, portanto a vida já me valeu alguma coisa. Quanto às consequências... as que eu queria caracterizar de boas, só me doem cá dentro e não é pouco...